sexta-feira, 15 de maio de 2015

A EDUCAÇÃO ESPECIAL

A Inclusão de PNE
As características devem ser iguais com as oportunidades oferecidas às crianças que estão nas classes bem comuns. As oportunidades dos ensinos de aprendizagem irão depender muito da boa disposição da professorada classe regular para mudar novas estratégias de atividades para as necessidades dos alunos Portadores de Necessidades Especiais (PNE).
A inclusão é a capacidade de compreender e reconhecer o outro, ter o privilégio de saber conviver e participar com outras pessoas bem diferentes de nós.  A educação inclusiva abriga todas as pessoas sem exceção, e para o estudante com deficiência física, para os que tem a obrigação mental, para os superdotados, e para as crianças. A inclusão autoriza aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou até mesmo pela cor, por direito, que fiquem em seu lugar na sociedade.
Segundundo Sassaki(1997) (apud, FREITAS, 2009), estas devem ser as principais características de uma escola inclusiva:
Um senso de pertencer
Filosofia é a visão de que todas as crianças pertencem á escola e á comunidade e de que podem aprender juntas.
Liderança
O diretor envolve-se ativamente com a escola toda no provimento de estratégias.
Padrão de Excelência
Os altos resultados educacionais refletem as necessidades individuais dos alunos.
Colaboração e cooperação
Envolvimento de alunos em estratégias de apoio mútuo (ensino de iguais, sistema de companheiro, aprendizado cooperativo, ensino em equipe. co-ensino equipe de assistência aluno-professor, etc.).
Novos papéis e responsabilidades
Os professores falam menos e assessoram mais; psicólogos atuam junto aos professores nas salas de aula; todo o pessoal da escola faz parte do processo de aprendizagem.
Parceria com os pais
Os pais são parceiros igualmente essenciais na educação dos filhos.
Acessibilidade
Todos os ambientes físicos são tornados acessíveis e, quando necessário, é oferecida tecnologia assistida.
Ambientes Flexíveis de aprendizagem
Espera-se que os alunos se promovam de acordo com o estilo e ritmo individual de aprendizagem e não de uma única maneira todos.
Estratégias baseadas em pesquisas
Aprendizado cooperativo, adaptação curricular, ensino de iguais, instrução direta, ensino recíproco, treinamento em habilidades sociais.
Novas formas de avaliação escolar
Dependendo cada vez menos de testes padronizados, a escola usa novas formas de avaliar o progresso de cada aluno rumo aos respectivos objetivos.
Desenvolvimento profissional continuado
Aos professores são oferecidos cursos de aperfeiçoamento continuo visando a melhoria de seus conhecimentos e habilidades para melhor educar seus alunos.


Esses movimentos reivindicam igualdade no caminho das pessoas, pois são serviços da sociedade, na educação especial que passou a ser falada politicamente e trazer suas sugestões sobre a inclusão.

Reflexão sobre as músicas “Ser deferente é normal” e “A ciranda da bailarina”
A melhor maneira de se educar uma criança é junto com outras crianças, não importando suas diferenças, seu jeito de ser ou até mesmo sua aparência, pois como diz a música de Gil e Preta, (Ser deferente é normal), se refere a todas as pessoas que tem algum defeito, sendo diferente umas das outras, mas aceitando de certa forma suas diferenças.
Na verdade, realmente todos nós somos diferentes uns dos outros, mas nem todos aceitam, sendo assim, outra situação é o da charge[1], que simula um processo seletivo para animais totalmente diferentes uns dos outros, como o peixe, o macaco, elefante, pinguim, foca, cachorro, significando que o professor não excluiu ninguém, pois todos os animais que ali estão não podem subir na árvore, sem apresentar limitações ou dificuldades, por conta da natureza de cada um. Assim é na sala de aula, muitos professores não notam que algumas crianças possuem “deficiências”, e estes acabam sendo excluídos, ou melhor, reprovados dos/nos processos avaliativos os quais os “normais” conseguiram facilmente se dar bem. Já a música, da Adriana Calcanhoto (A ciranda da bailarina) serve para nos mostrar, que tudo igual não se completa, que a diferença, faz a diferença e as pessoas sempre se compararão umas a outra que não tem defeito, nem limitações, pois as atribuições vão para a bailarina que parece ser perfeita.
É essencial que nossa sociedade conheça sobre as diferenças um dos outros, pois aqueles que dizem ser normal será que não precisam de ajuda? Uma atenção especial? Porque o ser humano possui muitas falhas, pois não existe ninguém perfeito, e não existe perfeição, ela está impossibilitada de ser conquistada. Sendo assim devemos prestar mais atenção em nossas crianças elas nem sempre demonstram ser o que é, e podem está precisando de ajuda.
O professor precisa trabalhar as diferenças em sala de aula, só assim melhorará.

Ideias Inclusivas Adotadas no Brasil
O conceito de inclusão foi baseado em um movimento histórico que foi originado em lutas de pessoas com deficiência na busca por educação, com bases na história da educação especial. Geralmente a história é descrita como um processo evolutivo que atravessa um período de segregação, passando por esforços integrativos e deságua no movimento inclusivista. Esses momentos podem ser caracterizados tendo como referencia alguns aspectos o lugar do indivíduo e da sociedade, o foco adotado pelo campo científico e as práticas decorrentes.
Dentro desse processo de segregação buscava-se educar o deficiente entre seus iguais, separando-o da sociedade, a deficiência era tida como própria do indivíduo e a ciência se empenhava em caracterizar e categorizar os distúrbios a partir de um modelo médico da deficiência, amparado na categorização, na prevenção e na busca de cura. A ideia de que pessoas com deficiência tanto crianças quanto jovens, seriam bem mais atendidas se ensinados em ambientes específicos, como uma sala separada.
Tal pratica evoluiu para críticas e concepções onde se gerou uma relação de integração, dentro de um estudo científico, baseando-se em fatores orgânicos ou individuais para os fatores sociais ou ambientais, ocorrendo um processo de transição do modelo médico para o modelo social da deficiência. A pedagogia se concentra em adaptar a pessoa com deficiência aos padrões da escola comum. No campo prático, abriram- se espaços, na escola regular, para a presença de pessoas com deficiência, quando sempre formadas em classes especiais.
Mesmo quando participando da sala regular, no entanto, o que se pretende destacar é que, numa visão de integração, a presença de tais alunos não modifica a lógica de funcionamento da escola. É justamente a crítica a essa concepção que está na base da lógica inclusiva: o conjunto de atuação de pessoas que vivem diferentemente o acesso ao conhecimento deveria contagiar o coletivo, abrindo novas experiências curriculares, flexibilizando a grade de disciplinas e a estrutura de séries; enfim, criando novas lógicas no interior da escola e nas relações educativas como um todo.
A educação especial deixaria de existir como campo distinto, transformando-se em atendimento educacional especializado, que funcionaria como suporte ao trabalho da sala de aula e às relações gerais da escola. Ao invés de serem envidados esforços para fornecer à pessoa condições de adaptação à escola, procuravam construir uma escola atendendo às pessoas concretas que fazem parte dela. Dentro da ciência tratariam de construir uma relação social de deficiência fazendo crítica a concepção do corpo belo e produtivo como referência para o humano, assim enfatizando o modelo social em seus aspectos antropológicos.
A difusão das ideias inclusivas adotadas no Brasil como linha política e a decorrente decisão de matricular na escola regular os alunos com deficiência trouxeram à luz o fato de que concepções e práticas segregacionistas, integracionistas e inclusivistas convivem e se enfrentam na rotina das escolas. Podendo atribuir tal situação ao fato de que as propostas de inclusão foram trazidas de outros países, com histórias diferenciadas de atendimento à deficiência, muitas vezes ignorando o trajeto real da educação especial no Brasil.

Problemas de inclusão em sala de aula
Essas situações de diferenças em sala de aula vêm se tornando um elemento complicado e insuportável nas suas garantias de verificações, pois o professor se torna um mediador inevitável, mas as crianças com deficiências sofrem mais porque sua diferença é bem notável e todos a notam. A inclusão escolar vem sendo mal trabalhada nas “escolas comuns”. Sabemos que podemos garantir uma escola especial de base para os nossos alunos, se pais e professores não tinha o bom conhecimento de todos a educação comum, pois há hoje um documento escolar inclusiva.
O professor tem que ter conhecimento sobre o ensino de alunos com necessidades educacionais especiais, pois os alunos precisam de alguém com paciência e amor pela profissão. Uma das características previstas para que os professores possam dominar suas classes é levar em consideração as diferenças individuais dos alunos e seus resultados pedagógicos para a elaboração do planejamento escolar, pois a escola é um espaço de perfeita aprendizagem para todos, sem exceção.
Quando reunimos várias pessoas de diferentes origens socioeconômicas, culturais, religiosas e com características bem individuais, a escola junto com seus professores tem de planejar atividades diversificadas para que o processo de adaptação do indivíduo de um grupo social particular, de uma criança seja bem diferente, prazerosa e sem conflitos. A inclusão escolar não tem somente o acesso a escola e sim uma grande conquista de direito de todos, e assegura nessa área uma plataforma brasileira para a educação.

REFERÊNCIAS

BEZERRA, Giovani Ferreira; ARAUJO, Doracina Aparecida de Castro. Inclusão escolar e educação especial: interfaces necessárias para a formação docente. Revista Brasileira de Educação Especial. Marília, v. 17, n. 3, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382011000300012&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 15 mai de 2015;

CALCANHOTO, Adriana. Ciranda da Bailarina. Comp. Edu Lobo e Chico Buarque. 1982.
Disponível em: http://letras.mus.br/adriana-calcanhotto/102206/. Acesso em: 10
mai de 2015.

FREITAS, Rita de Cássia de. Principais Características das escolas inclusivas. Blog Educação x Inclusão. Disponível em: http://educacaoxinclusao.blogspot.com.br/2013/03/principais-caracteristicas-das-escolas.html. Acesso em: 10 de mai. 2015;      

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo. Parábola Editoria, 2009.

MAGALHÃES, Rita de Cássia Barbosa Paiva; RUIZ, Erasmo Miessa. Estigma e currículo oculto. Revista Brasileira de Educação Especial. Marília, v. 17, n. spe1, 2011.Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382011000400010&lng=en&nrm=iso.  Acesso em: 15 mai de 2015.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. PRIETO, Rosângela Gavioli. Inclusão Escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2006.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo. Parábola Editoria, 2009.




[1] Disponível em: http://www.sotirinhas.com.br/. Acesso em 10 de mai. de 2015.

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