A Inclusão de PNE
As
características devem ser iguais com as oportunidades oferecidas às crianças
que estão nas classes bem comuns. As oportunidades dos ensinos de aprendizagem
irão depender muito da boa disposição da professorada classe regular para mudar
novas estratégias de atividades para as necessidades dos alunos Portadores de
Necessidades Especiais (PNE).
A inclusão é a capacidade de compreender
e reconhecer o outro, ter o privilégio de saber conviver e participar com
outras pessoas bem diferentes de nós. A
educação inclusiva abriga todas as pessoas sem exceção, e para o estudante com
deficiência física, para os que tem a obrigação mental, para os superdotados, e
para as crianças. A inclusão autoriza aos que são discriminados pela
deficiência, pela classe social ou até mesmo pela cor, por direito, que fiquem
em seu lugar na sociedade.
Segundundo
Sassaki(1997) (apud, FREITAS, 2009), estas devem ser as principais
características de uma escola inclusiva:
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Um senso de pertencer
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Filosofia é
a visão de que todas as crianças pertencem á escola e á comunidade e de que
podem aprender juntas.
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Liderança
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O diretor
envolve-se ativamente com a escola toda no provimento de estratégias.
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Padrão de Excelência
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Os altos
resultados educacionais refletem as necessidades individuais dos alunos.
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Colaboração e cooperação
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Envolvimento
de alunos em estratégias de apoio mútuo (ensino de iguais, sistema de
companheiro, aprendizado cooperativo, ensino em equipe. co-ensino equipe de
assistência aluno-professor, etc.).
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Novos papéis e responsabilidades
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Os
professores falam menos e assessoram mais; psicólogos atuam junto aos
professores nas salas de aula; todo o pessoal da escola faz parte do processo
de aprendizagem.
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Parceria com os pais
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Os pais são
parceiros igualmente essenciais na educação dos filhos.
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Acessibilidade
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Todos os
ambientes físicos são tornados acessíveis e, quando necessário, é oferecida
tecnologia assistida.
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Ambientes Flexíveis de aprendizagem
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Espera-se
que os alunos se promovam de acordo com o estilo e ritmo individual de
aprendizagem e não de uma única maneira todos.
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Estratégias baseadas em pesquisas
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Aprendizado
cooperativo, adaptação curricular, ensino de iguais, instrução direta, ensino
recíproco, treinamento em habilidades sociais.
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Novas formas de avaliação escolar
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Dependendo
cada vez menos de testes padronizados, a escola usa novas formas de avaliar o
progresso de cada aluno rumo aos respectivos objetivos.
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Desenvolvimento profissional continuado
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Aos
professores são oferecidos cursos de aperfeiçoamento continuo visando a
melhoria de seus conhecimentos e habilidades para melhor educar seus alunos.
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Esses
movimentos reivindicam igualdade no caminho das pessoas, pois são serviços da
sociedade, na educação especial que passou a ser falada politicamente e trazer
suas sugestões sobre a inclusão.
Reflexão sobre as músicas
“Ser deferente é normal” e “A ciranda da bailarina”
A
melhor maneira de se educar uma criança é junto com outras crianças, não
importando suas diferenças, seu jeito de ser ou até mesmo sua aparência, pois
como diz a música de Gil e Preta, (Ser deferente é normal), se refere a todas
as pessoas que tem algum defeito, sendo diferente umas das outras, mas
aceitando de certa forma suas diferenças.
Na
verdade, realmente todos nós somos diferentes uns dos outros, mas nem todos
aceitam, sendo assim, outra situação é o da charge[1],
que simula um processo seletivo para animais totalmente diferentes uns dos
outros, como o peixe, o macaco, elefante, pinguim, foca, cachorro, significando
que o professor não excluiu ninguém, pois todos os animais que ali estão não
podem subir na árvore, sem apresentar limitações ou dificuldades, por conta da
natureza de cada um. Assim é na sala de aula, muitos professores não notam que
algumas crianças possuem “deficiências”, e estes acabam sendo excluídos, ou
melhor, reprovados dos/nos processos avaliativos os quais os “normais”
conseguiram facilmente se dar bem. Já a música, da Adriana Calcanhoto (A
ciranda da bailarina) serve para nos mostrar, que tudo igual não se completa,
que a diferença, faz a diferença e as pessoas sempre se compararão umas a outra
que não tem defeito, nem limitações, pois as atribuições vão para a bailarina
que parece ser perfeita.
É
essencial que nossa sociedade conheça sobre as diferenças um dos outros, pois
aqueles que dizem ser normal será que não precisam de ajuda? Uma atenção
especial? Porque o ser humano possui muitas falhas, pois não existe ninguém
perfeito, e não existe perfeição, ela está impossibilitada de ser conquistada. Sendo
assim devemos prestar mais atenção em nossas crianças elas nem sempre
demonstram ser o que é, e podem está precisando de ajuda.
O professor precisa trabalhar as
diferenças em sala de aula, só assim melhorará.
Ideias
Inclusivas Adotadas no Brasil
O conceito de inclusão foi baseado em um
movimento histórico que foi originado em lutas de pessoas com deficiência na
busca por educação, com bases na história da educação especial. Geralmente a
história é descrita como um processo evolutivo que atravessa um período de segregação,
passando por esforços integrativos e deságua no movimento inclusivista. Esses
momentos podem ser caracterizados tendo como referencia alguns aspectos o lugar
do indivíduo e da sociedade, o foco adotado pelo campo científico e as práticas
decorrentes.
Dentro desse processo de segregação
buscava-se educar o deficiente entre seus iguais, separando-o da sociedade, a
deficiência era tida como própria do indivíduo e a ciência se empenhava em
caracterizar e categorizar os distúrbios a partir de um modelo médico da
deficiência, amparado na categorização, na prevenção e na busca de cura. A
ideia de que pessoas com deficiência tanto crianças quanto jovens, seriam bem
mais atendidas se ensinados em ambientes específicos, como uma sala separada.
Tal pratica evoluiu para críticas e
concepções onde se gerou uma relação de integração, dentro de um estudo
científico, baseando-se em fatores orgânicos ou individuais para os fatores
sociais ou ambientais, ocorrendo um processo de transição do modelo médico para
o modelo social da deficiência. A pedagogia se concentra em adaptar a pessoa
com deficiência aos padrões da escola comum. No campo prático, abriram- se
espaços, na escola regular, para a presença de pessoas com deficiência, quando
sempre formadas em classes especiais.
Mesmo quando participando da sala
regular, no entanto, o que se pretende destacar é que, numa visão de
integração, a presença de tais alunos não modifica a lógica de funcionamento da
escola. É justamente a crítica a essa concepção que está na base da lógica
inclusiva: o conjunto de atuação de pessoas que vivem diferentemente o acesso
ao conhecimento deveria contagiar o coletivo, abrindo novas experiências
curriculares, flexibilizando a grade de disciplinas e a estrutura de séries;
enfim, criando novas lógicas no interior da escola e nas relações educativas
como um todo.
A educação especial deixaria de existir
como campo distinto, transformando-se em atendimento educacional especializado,
que funcionaria como suporte ao trabalho da sala de aula e às relações gerais
da escola. Ao invés de serem envidados esforços para fornecer à pessoa
condições de adaptação à escola, procuravam construir uma escola atendendo às
pessoas concretas que fazem parte dela. Dentro da ciência tratariam de
construir uma relação social de deficiência fazendo crítica a concepção do
corpo belo e produtivo como referência para o humano, assim enfatizando o
modelo social em seus aspectos antropológicos.
A difusão das ideias inclusivas adotadas no
Brasil como linha política e a decorrente decisão de matricular na escola
regular os alunos com deficiência trouxeram à luz o fato de que concepções e
práticas segregacionistas, integracionistas e inclusivistas convivem e se
enfrentam na rotina das escolas. Podendo atribuir tal situação ao fato de que
as propostas de inclusão foram trazidas de outros países, com histórias
diferenciadas de atendimento à deficiência, muitas vezes ignorando o trajeto
real da educação especial no Brasil.
Problemas de inclusão em sala de aula
Essas
situações de diferenças em sala de aula vêm se tornando um elemento complicado
e insuportável nas suas garantias de verificações, pois o professor se torna um
mediador inevitável, mas as crianças com deficiências sofrem mais porque sua
diferença é bem notável e todos a notam. A inclusão escolar vem sendo mal trabalhada
nas “escolas comuns”. Sabemos que podemos garantir uma escola especial de base
para os nossos alunos, se pais e professores não tinha o bom conhecimento de
todos a educação comum, pois há hoje um documento escolar inclusiva.
O professor tem que ter conhecimento
sobre o ensino de alunos com necessidades educacionais especiais, pois os
alunos precisam de alguém com paciência e amor pela profissão. Uma das
características previstas para que os professores possam dominar suas classes é
levar em consideração as diferenças individuais dos alunos e seus resultados
pedagógicos para a elaboração do planejamento escolar, pois a escola é um
espaço de perfeita aprendizagem para todos, sem exceção.
Quando reunimos várias
pessoas de diferentes origens socioeconômicas, culturais, religiosas e com
características bem individuais, a escola junto com seus professores tem de
planejar atividades diversificadas para que o processo de adaptação do
indivíduo de um grupo social particular, de uma criança seja bem diferente,
prazerosa e sem conflitos. A inclusão escolar não tem somente o acesso a escola
e sim uma grande conquista de direito de todos, e assegura nessa área uma
plataforma brasileira para a educação.
REFERÊNCIAS
BEZERRA,
Giovani Ferreira; ARAUJO, Doracina Aparecida de Castro. Inclusão escolar e
educação especial: interfaces necessárias para a formação docente. Revista
Brasileira de Educação Especial. Marília, v. 17, n. 3, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382011000300012&lng=en&nrm=iso.
Acesso em: 15 mai de 2015;
CALCANHOTO,
Adriana. Ciranda da Bailarina. Comp. Edu Lobo e Chico Buarque. 1982.
Disponível
em: http://letras.mus.br/adriana-calcanhotto/102206/.
Acesso em: 10
mai de
2015.
FREITAS,
Rita de Cássia de. Principais Características das escolas inclusivas. Blog
Educação x Inclusão. Disponível em: http://educacaoxinclusao.blogspot.com.br/2013/03/principais-caracteristicas-das-escolas.html.
Acesso em: 10 de mai. 2015;
ROJO,
Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo. Parábola
Editoria, 2009.
MAGALHÃES, Rita de Cássia Barbosa Paiva; RUIZ,
Erasmo Miessa. Estigma e currículo oculto. Revista Brasileira de Educação
Especial. Marília, v. 17, n. spe1, 2011.Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382011000400010&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 15 mai de 2015.
MANTOAN,
Maria Teresa Eglér. PRIETO, Rosângela Gavioli. Inclusão Escolar: pontos e
contrapontos. São Paulo: Summus, 2006.
ROJO,
Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo. Parábola
Editoria, 2009.
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